A morfologia é o estudo da constituição das palavras e dos processos pelos quais elas são construídas a partir de suas partes componentes, os morfemas. Muitas das palavras e expressões usadas por você no dia a dia foram inventadas por escritores famosos para descrever algumas situações em suas obras; posteriormente, foram dicionarizadas, consolidando assim o seu uso. Confira algumas delas:
Beatnik: Datação: 1958; Língua: inglês
Indivíduo que rejeita o conformismo burguês, os seus costumes e valores convencionais, assumindo uma filosofia de vida e um comportamento pessoal exóticos para o padrão médio.
A palavra foi criada pelo colunista Herb Caen, do jornal San Francisco Chronicle, em sua coluna de 2 de abril de 1958 sobre uma festa dos anos 50. Caen explicou: “eu inventei a palavra ‘beatnik’ simplesmente porque o satélite Sputinik, da Rússia, era a coisa mais alta que existia no momento, e a palavra acabou saindo”.
Ciberespaço: Datação: século XX
Espaço das comunicações por redes de computação.

O romancista William Gibson inventou essa palavra em um conto de 1982, mas só ficou popular mesmo após a publicação de seu romance de ficção científica “Neuromancer”. Ele descreveu o ciberespaço como “uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os sistemas de computadores criado pelo homem”.
Capacho: Datação: 1647
- espécie de abafo de fibra, cilíndrico, usado para aquecer os pés; 2. Derivação: por extensão de sentido – pequeno tapete de fibra, esparto, palha ou outro material onde se limpam os pés; 3. Derivação: por metáfora. Uso: informal – pessoa servil e bajuladora; puxa-saco.
Metáfora aplicada a uma pessoa que permite que os outros “limpem suas botas” em cima dela. Foi usada nesse sentido pela primeira vez por Charles Dickens em “Grandes Esperanças”.
Factoide: Datação: 1973
Informação falsa ou não comprovada que se aceita como verdadeira em consequência de sua repetida divulgação pela imprensa.
O termo cunhado em 1973 pelo escritor norte-americano Norman Mailer, em sua peça/livro “Marilyn: uma biografia”. Mailer inventou a palavra para descrever uma informação que torna-se aceita como um fato mesmo não sendo realmente verdade.
Freelancer: Datação: século XX; Língua: inglês
Indivíduo que trabalha por conta própria, oferecendo seus serviços profissionais, sem qualquer vínculo empregatício, e é remunerado por tarefa, por trabalho apresentado.

O termo não existia até Sor Walter Scott introduzi-lo em “Ivanhoé”, que, entre outras coisas, é muitas vezes considerado o primeiro romance histórico feito nos padrões modernos. Os freelancers de Scott eram mercenários que comprometiam a sua lealdade por uma certa taxa.
Pandemônio: Datação: 1877
- Associação de pessoas para praticar o mal ou promover desordens e balbúrdias; 2. Derivação: sentido figurado – mistura confusa de pessoas ou coisas; confusão.
Termo criado pelo poeta inglês John Milton, em seu épico poema “Paraíso Perdido”, para designar o palácio de Satã. Ou, como Milton expressa em seu poema, “a alta Capital de Satanás e seus pares”.
Robô: Datação: século XX
- Máquina, autômato de aspecto humano, capaz de se movimentar e de agir; 2. Mecanismo comandado por controle automático; 3. Mecanismo automático que efetua operações repetitivas; 4. Derivação: por metáfora – indivíduo totalmente condicionado, reduzido a autômato, que não faz uso do livre-arbítrio.

A palavra foi criada pelo escritor checo Karel Capek em sua obra “Rossum’s Universal Robots”, de 1921. Na verdade, ele usou o termo checo de ‘trabalho escravo’ para definir as máquinas como conhecemos hoje. Em 1941, Isaac Asimov inventou a palavra ‘robótica’ baseado na escrita de Capek.
Fontes: Dito Pelo Maldito, dicionários Houaiss e Aulete.
Esse post foi elaborado pela Nathália Lippi do site Ulige.

















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