Nicole Dieker é uma escritora e editora no site The Billfold. Recentemente ela escreveu o livro The biographies of ordinary people: Volume 1: 1989-2000 que será lançado em 23 de Maio de 2017.
Para explicar um pouco o conceito usado (auto-publicação), Nicole escreveu um artigo, num belo estilo perguntas e respostas e definiu certinho tudo o que nós queremos saber.
O que diz The biographies of ordinary people?
Tudo começa com a história da família Gruber: Rosemary, Jack e suas filhas Meredith, Natalie e Jackie. A série, que conta com dois volumes, começa em Julho de 1989, no 35º aniversário de Rosemary e termina em Novembro de 2016, no 35º aniversário de Meredith.
Escrito para fãs de Betsy-Tacy, Little Woman (Mulherzinhas) e também, A tree grows in Brooklyn, a história é uma narrativa sobre experiências familiares, como: estar com os parentes, sair com os amigos, obter acesso a internet discada pela primeira vez…
No centro da tudo está Meredith Gruber, a irmã mais velha entre as três e aquela curiosa em descobrir como “pessoas comuns” devem viver as suas vidas – até então, todas as biografias lidas por ela, se tratavam apenas de pessoas famosas. Seu objetivo é escrever e agir, enquanto que de sua irmã Jackie, é cantar ópera, e as duas perseguem esses sonhos com ambições e limitações.
Por que você está fazendo uma auto-publicação sobre o seu livro?
A resposta mais curta é porque eu acho que posso ganhar uma quantidade razoável de dinheiro (como eu faria através de uma publicidade mais tradicional), permanecendo fiel a minha visão.
Está, por sinal, é uma resposta específica para a pergunta: “como publicar o livro The Biographies of Ordinary People?” Isso não siginifica que a auto-publicação é melhor do que a tradicional, seja para mim ou para outros autores. Significa apenas que eu acho que essa é a minha melhor opção.
Mas ao contrário dos autores que trabalham na publicação tradicional, você tem que pagar pelo custo de publicar o seu livro, certo?
Sim, mas eu consigo fazer isso de forma a me manter dentro do meu cronograma ideal e, de novo, me manter fiel a minha visão. Eu também consigo preservar todos os direitos, o que é um parte bem importante.
Você tentou a publicação tradicional?
Sim. Eu enviei o 1º volume a diversos agentes publicitários e recebi muitos feedbacks e bastantes rejeições. No entanto, eu nunca vi a publicação tradicional como a minha única opção. Foi apenas uma das muitas formas que eu pensei para a divulgação do meu livro.
Você mencionou duas vezes a frase: “manter fiel a minha visão”. O que você quer dizer com isso?
The Biographies of Ordinary People é um belo livro e, para além de mim, várias pessoas, inclusive da área de publicação, pensam assim.
É também um livro “tranquilo”, o que significa que é muito mais do que apenas um enredo. É sobre perguntas do dia-a-dia, como viver, como ser um bom amigo, como ser parte de uma família e, também, como fazer arte. Não há nenhum grande mistério para se resolver, exceto o grande mistério de como ser humano.
Eu estruturei dessa forma de maneira propositada. Primeiro porque são assim os livros que eu gosto e costumo ler, e segundo por causa dos leitores. Quando imaginei onde as pessoas leriam a minha história, seriam em dois ambiente: ou em transportes públicos, no trajeto pra casa/trabalho, ou em casa, antes de dormir. Eu queria algo que, quando fosse lido, trouxesse um sentimento bom, de alegria, e não uma coisa ruim.
Assim, o livro foi descrito como “arte”. Também foi descrito como “não comercializável”. Há coisas que eu poderia fazer para mudar isso – como coisas específicas que me foram sugeridas -, mas isso mudaria a história que eu pretendia contar e não era o que eu queria.
Essa é apenas um pouco do que Nicole tem para dizer. Você poder conferir a matéria completa aqui, conferir o seu Twitter e o site da escritora.

















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